
Com tantas tecnologias, os casais acabam ficando confusos na hora da contratação de profissionais especializados nesses segmentos.
A equipe de reportagem da Tok Dez Noivas e Festas conversou com os veteranos nesses segmentos em São José dos Campos e traz dicas mais do que especiais para as noivas e noivos que estão iniciando essa grande jornada.
Confira e aproveite as dicas de Eduardo Castello, proprietário da Castello Produções e Sérgio Fujiki, fotógrafo proprietário da empresa de fotos que leva o seu nome.
Como está o mercado de fotos de casamento?
Eduardo Castello: Está um mercado muito irregular, temos muitos curiosos que iniciam por achar que é um bom “negócio” e como as ferramentas (câmeras/computadores/programas etc) estão ao alcance de todos, há aventureiros que se lançam no mercado sem ter o “dom” para a cobertura de um evento, quando o ideal seria fazer um trabalho sério e não uma aventura.
Sérgio Fujiki: O mercado está bem concorrido. Com a era digital surgiram muitos fotógrafos, pois é simples comprar uma máquina, sair fotografando e dizer que é fotógrafo. Fotografia não é apenas apertar o botão da máquina, é luz, é o momento certo, é o olhar do fotógrafo, é sensibilidade...
Que mudanças você constatou nos últimos anos?
Eduardo Castello: Pela facilidade em adquirir os equipamentos, o mercado mudou de “profissionais sérios e dedicados” para “negociantes”.
Sérgio Fujiki: Nos últimos anos os álbuns mudaram bastante, principalmente com relação à captação das imagens, hoje as fotos jornalísticas estão no gosto de todos. A maneira de fazer o álbum também mudou. Hoje temos os álbuns composite, editados e com fotos laminadas, o que há alguns anos não era possível.
Qual a tendência do século XXI?
Eduardo Castello: Como a lei facilita e a mídia enaltece os divórcios, os casamentos em sua grande maioria estão acontencedo mais para dar uma satisfação à sociedade do que como celebração de uma verdadeira união indissolúvel, então a cobertura de um evento de casamento tende a ser um registro social corriqueiro.
Sérgio Fujiki: A foto jornalística sempre será a tendência e agora temos o ‘trash the dress’, que são fotos tiradas na praia, no campo etc, após o casamento. As noivas que não conhecem esse novo estilo podem conferir o meu site, www.sergiofujiki.com.br.
Que dica você deixa para os casais que estão preparando o casamento e estão buscando os profissionais que farão parte do evento?
Eduardo Castello: Procure um profissional sério, dedicado, que faça seu trabalho com arte e técnicas atuais, e que não seja apenas um apertador de botão enviado por uma empresa que só por ter mais um evento para cobrir, chama aquele que está disponível sem saber se é da área e se conhece bem a tarefa a executar.
Sérgio Fujiki: É importante conversar com cada profissional e se identificar com a pessoa, pois ela estará ao seu lado praticamente o tempo todo. Procurar indicações de empresas com casais que contrataram esse tipo de serviço também é interessante. Quando for contratar um fotógrafo, procure saber quem fotografou o álbum que a empresa mostrar e peça para seja incluída no contrato a ida deste profissional ao seu evento. É importante verificar se no álbum de casamento apresentado como amostra, há fotos da cerimônia desde o “making of” até o final da recepção. É muito comum fotógrafos pegarem as melhores fotos de vários casamentos e montarem um mostruário. O casamento hoje não é apenas uma comemoração e sim um evento, por isso o trabalho do fotógrafo tem que ser bem feito no momento certo, não há como fazer de novo; as fotos e o vídeo são as únicas lembranças daquele momento tão especial. Como dizia Charles Chaplin: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.” No casamento também é assim.